O "SINDICATÃO"

quinta-feira, maio 05, 2011 Por Imprensa do DCE/UFT

Por Daniel Freitas
1° Tesoureiro do DCE-UFT


Logo da SESDUFT
Nesta última quinta feira (28/04) aconteceu aqui no campus de Porto Nacional uma paralização conjunta dos servidores técnicos administrativos que se encontram em estado de greve e dos professores da instituição. Estavam respectivamente representados pelo SINTAD (Sindicato dos Técnicos Administrativos) e a SESDUFT (Seção Sindical dos Docentes da UFT).





Algo nos chamou atenção: os técnicos administrativos estavam em peso, bem organizados, com apoio logístico, já os professores... deu para contar nos dedos da mão quantos estavam presentes, embora sejam mais de setenta, somente aqui no campus de Porto Nacional. Segundo nossos contatos em Palmas, na paralização de lá compareceu pouco mais de uma dúzia de professores, em um campus onde são mais de duzentos. Isso seria cômico, se não fosse trágico, o sindicato dos professores estava ativo e presente apenas nas faixas que estavam penduradas no portão de entrada de ambos os campi.

Perguntamo-nos: esse é o poder de mobilização do sindicato que em tese (e nesse caso somente em tese mesmo) representa o crème de la crème  da intelectualidade do estado? Justo eles, e principalmente os da área de humanas que vivem fazendo hipócritas pregações em sala de aula. Tirando os veteranos, praticantes do pseudo-sindicalismo a la SESDUFT e alguns novatos, não havia mais nenhum professor. Isso serve para mostrar o TAMANHO e a SOLIDEZ do “sindicatão” dos nossos professores. Enquanto o sindicato dos técnicos tem visivelmente um melhor diálogo e adesão da base, a SESDUFT pratica o sindicalismo stalinista – que Stalin não se ofenda, afinal ele pelo menos conseguia mobilizar grandes massas – com uma direção em sua sala cheia de cartazes que lembram os doces anos oitenta do sindicalismo, com um número insignificante de filiados, manobra de massas (não preciso aqui relembrar dos episódios acontecidos em 2009 e 2010, onde ônibus saíram daqui cheios de calouros arregimentados por dirigentes do sindicato para fazerem reivindicações em favor de nossos professores em Brasília) e uma presença apenas burocrática, que não representa de fato a classe (isso nas palavras de muitos professores). Ah, faltou citar as camisas vermelhas com suas palavras de ordem que remete a um deprimente devaneio nostálgico. Embora os técnicos não estivessem vestindo camisas vermelhas com palavras de ordem, deram uma verdadeira aula de organização e consciência de classe. Enquanto os professores eram alguns, eles eram dezenas.
  
Apesar dessa situação vergonhosa, o não comparecimento dos professores serve para mostrar o descontentamento e a descrença da categoria no “sindicatão” e em seu “Comitê Central”. É deprimente ver o representante do sindicato no CONSUNI defender ferozmente 70% das cadeiras em todo e qualquer conselho deliberativo da universidade, e ainda se dizem defensores da democracia. Esse sindicato e os partidos que estão por detrás deles são verdadeiras seitas  que tem como único princípio ser contra tudo e contra todos. Esse extremismo stalinista serve apenas para uma coisa, engrossar o coro da direita. Pode parecer contraditório, mas que nossos alunos não se inspirem em nossos professores, quando a matéria for organização sindical.

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